Recomeços
- Rachel Sanches
- 1 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
1° de janeiro de 2024, uma segunda-feira. Mais um ano se inicia e duas projeções de recomeços: o fato de ser o primeiro dia do ano e o fato de ser uma segunda-feira. Dá aquele ar de esperança de que tudo vai ser diferente e que aquelas metas e promessas que você fez e faz a si mesmo durante anos e anos e nunca as cumpre, agora serão cumpridas. Mas acontece que a realidade é a mesma, os anos passam e poucas coisas mudam. Afinal, de onde vêm as mudanças? De nós mesmos ou do mundo? Podemos parar e refletir um pouco. O que você deseja para o ano de 2024? Emagrecer? Passar em um concurso? Ler mais livros? Ter uma alimentação saudável? Juntar dinheiro? Aprender algo novo? A realidade é que mudanças não são tão fáceis assim. O ser humano na sua essência não gosta de mudanças. Mudar dá trabalho, requer esforço e disciplina por um longo período, até que um dia vira hábito. Falando assim até parece simples. Ninguém cria um hábito do dia pra noite e numa era tão imediatista, àquelas metas e promessas feitas na virada do ano acabam ficando apenas no papel, até serem desenterradas no próximo réveillon. De acordo com estudos mencionados pelo psicólogo Jeremy Dean, autor de diversos livros, leva em média 66 dias para que alguém adquira um novo hábito, ou seja, comece a fazer algo que antes não era costume de maneira automática. Mas esse número é uma média e ele varia bastante de indivíduo para indivíduo e, claro, dependendo do hábito. Beber um copo de água depois do café da manhã demorou cerca de 20 dias para se transformar em hábito. Exercitar-se levou 84 dias para virar hábito para um dos participantes de um estudo. A principal questão é: queremos mesmo mudar? Ou ficamos nos iludindo na esperança de que as coisas simplesmente sejam diferentes e tenhamos um futuro melhor?
Falo por experiência própria o quanto é cansativo quando você percebe que chegou 31 de dezembro e que não fez nada do que disse que faria em 1° de janeiro. Acho que muitas vezes a vida é tão corrida que nos perdemos em nossas próprias promessas.
Então chegou a hora de mudar. Fazer diferente. Porém vem à mente aquele pensamento de: será mais do mesmo. Possivelmente meu inconsciente tentando me sabotar.
Uma vez li em algum lugar que não se pode fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes. Ou seja, a mudança vem de dentro para fora, mas é necessário colocá-la em prática com atitudes efetivas.
E eu aqui escrevendo, é uma atitude efetiva. Sempre amei escrever. No entanto, não achava válido partilhar meus devaneios e sempre os guardava para mim. Estar aqui é um prelúdio de mudanças e sigo ansiosa para o próximo 31 de dezembro, sendo protagonista da minha própria história.
Até breve.




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