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Entre o que planejei e o que vivi

  • Foto do escritor: Rachel Sanches
    Rachel Sanches
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Mais um ano chegando ao fim e cá estou escrevendo. Escrevo porque a escrita me liberta. Escrever me dá a sensação de alívio, como se eu tirasse um peso das costas.


Refletindo sobre 2025, posso dizer com veemência: foi um ano de muita luta. Sorri, chorei, trabalhei, treinei como se não houvesse amanhã, mas houve. Houve, e o resultado não foi muito agradável: uma epicondilite.


Corri. Corri muito. Participei da minha primeira corrida de rua, 5 km, e fiquei imensamente feliz com uma medalha e uma banana.


Passei em um concurso, reprovei em um concurso.


Ganhei e perdi.


Estudei, estudei e estudei. E sim, eu estudei.


Tive meu bebê e descobri o amor de verdade. Sim, porque nenhum amor na vida se compara ao amor de uma mãe.


Terminei minha graduação em Gestão Pública.


Afastei-me do trabalho por conta da licença-maternidade.


Continuei estudando, amamentando, com o peito sangrando.


Retornei ao hospital para internar meu filho. Chorei. Como chorei. Não comia, não bebia, apenas chorava.


Voltamos para casa e sorri. A vida sorriu de volta. Arthur me trouxe paz.


Ansiedade, angústia e treinos. Ah, e a epicondilite!


Frustração e terapia. Mas Arthur me provia força. Porque é isso que os filhos fazem com as mães.


Errei, acertei, persisti e desisti. Desisti, porque não são todas as batalhas devemos lutar e escolhas devem ser feitas.


Me decepcionei, me perdi.


Fiz terapia.


Minha bússola estava quebrada.


Recalculei a rota e me encontrei. Encontrei-me como nunca havia feito antes.


Aprendi que nem sempre tudo sai como planejamos. Na verdade, às vezes nada sai. Para uma boa controladora como eu, é frustrante demais.


Apesar de soar clichê, tudo o que acontece em nossa vida serve de aprendizado. E, talvez por isso, eu possa dizer que 2025 foi um ano de crescimento, evolução e amadurecimento.


Formei-me em cinco cursos de aperfeiçoamento de instituições públicas renomadas.


Apaixonei-me pela Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, mais especificamente a Comunicação Aumentativa e Alternativa. Pensar que a comunicação vai muito além da fala despertou em mim um caminho sem volta: o de escutar, mediar e construir pontes por meio da CAA.


Dei continuidade ao Litterae.


Escrevi meu primeiro livro infantil. Um processo indescritível e que futuramente vou falar sobre isso por aqui.


Adquiri conhecimento, muito conhecimento.


Conheci pessoas novas. Conservei antigas amizades.


Louvei o sagrado.


Fiz terapia.


Fiquei em paz comigo mesma.


Por fim, me resta agradecer.


E a palavra para 2026 não é recomeço,  é CONTINUIDADE.

 
 
 

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